O tradicional bloco Céu na Terra reafirmou, na manhã deste sábado, por que é considerado um dos cortejos mais bonitos e poéticos do Rio de Janeiro. Em 2026, o grupo levou para as ladeiras de Santa Teresa o enredo "Waly e Ben", uma celebração à genialidade de Jorge Ben Jor e do poeta Waly Salomão. O resultado foi uma explosão de cores, bolhas de sabão e arranjos de sopro que fizeram o público flutuar ao som de clássicos como "Taj Mahal" e "Mas Que Nada".
Estética e Performance: O Diferencial do Bloco
O Céu na Terra não é apenas música; é um espetáculo visual. Este ano, o bloco investiu em:
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Efeitos Visuais: Milhares de bolhas de sabão foram lançadas sobre a multidão, criando um efeito onírico sob o sol da manhã.
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Cores Tropicais: Os figurinos e estandartes abusaram do amarelo, laranja e azul, em sintonia com a estética solar de Jorge Ben.
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Homenagem a Waly Salomão: A poesia do mestre Waly esteve presente em estandartes e declamações durante as paradas estratégicas do cortejo.
O Público e a Atmosfera de Santa Teresa
Mesmo com as ladeiras lotadas, o clima foi de paz e celebração artística. O bloco, que sai tradicionalmente ao amanhecer para evitar o calor extremo e o gigantismo dos megablocos do Centro, atraiu foliões de todas as idades, muitos fantasiados de "alquimistas" e figuras místicas, referenciando a obra de Ben Jor.
A orquestra de metais, marca registrada do grupo, adaptou o "suingue" do samba-rock para o ritmo das marchinhas e do frevo, garantindo que ninguém ficasse parado desde a concentração no Largo dos Guimarães até a dispersão.

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