Uma madrugada de terror marcou o trecho paranaense da BR-116 nesta segunda-feira (5). Uma tentativa de assalto a um caminhão que transportava carga valiosa (eletrônicos) terminou em um intenso tiroteio, resultando na morte de seis pessoas. O confronto ocorreu na altura do quilômetro 34, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o bando utilizou carros de luxo para cercar o caminhão. No entanto, o veículo contava com uma equipe de escolta armada que reagiu imediatamente, dando início ao tiroteio em plena rodovia.
O Confronto e as Vítimas
A cena do crime se espalhou por cerca de 200 metros da pista, com centenas de cápsulas de fuzil e pistola encontradas no asfalto.
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Os Suspeitos: Quatro homens que estavam em um dos veículos utilizados no assalto foram baleados e morreram no local. Com eles, foram apreendidos coletes à prova de balas e armamento pesado.
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A Escolta: Dois vigilantes da empresa de segurança privada não resistiram aos ferimentos e faleceram antes da chegada do socorro médico. Um terceiro segurança foi baleado e encaminhado em estado grave para o Hospital Angelina Caron.
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O Caminhoneiro: O motorista do caminhão conseguiu se esconder na cabine e saiu ileso do ataque, embora estivesse em estado de choque.
🚧 Impacto no Trânsito
A ocorrência gerou um caos logístico na principal ligação entre o Sul e o Sudeste do país:
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Interdição Total: A pista sentido São Paulo ficou totalmente bloqueada das 3h às 8h30 para o trabalho da perícia e remoção dos corpos.
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Congestionamento: O reflexo da interdição chegou a 15 quilômetros de fila, afetando o fluxo de veículos que saía de Curitiba.
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Liberação Gradual: No momento, o trânsito flui por apenas uma faixa, e a concessionária Arteris Régis Bittencourt recomenda atenção redobrada aos motoristas.
Investigação: Quadrilha Especializada
A Polícia Civil do Paraná acredita que o grupo faz parte de uma organização criminosa especializada em roubo de cargas de alto valor. Os veículos utilizados pelos criminosos possuíam placas clonadas e haviam sido roubados meses antes em Santa Catarina.
"Foi uma ação extremamente violenta. Os criminosos não hesitaram em disparar contra a escolta em uma área de visibilidade reduzida pela neblina", afirmou o inspetor da PRF responsável pela ocorrência.

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