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Quarta-feira, 18 de Fevereiro 2026

Notícias/Rio de Janeiro

Palco Gospel no Réveillon 2026 vira alvo de investigação do MPF e gera embate entre Paes e entidades

Ministério Público Federal apura possível discriminação religiosa por ausência de palcos para outras crenças; Prefeito Eduardo Paes reage nas redes sociais: "Preconceito contra o povo cristão".

Palco Gospel no Réveillon 2026 vira alvo de investigação do MPF e gera embate entre Paes e entidades
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O clima esquentou na política carioca às vésperas da virada de ano. O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para investigar a Prefeitura do Rio por suposta intolerância e discriminação religiosa. O foco da investigação é o "Palco Gospel" (Palco Leme), que pelo segundo ano consecutivo terá espaço exclusivo na orla, enquanto entidades alegam que manifestações de matriz africana e outras crenças foram excluídas da programação oficial.

A denúncia foi protocolada pelo Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP), que acusa a gestão municipal de favorecimento desproporcional ao público evangélico em um Estado laico.


Os Argumentos do Embate

O Lado do MPF e Entidades:

A Defesa de Eduardo Paes:

O prefeito utilizou suas redes sociais para rebater as críticas de forma incisiva, classificando-as como "preconceito":

  • "Copacabana é de todos": Paes afirmou que a música gospel é um dos gêneros mais ouvidos do Rio e tem direito a seu espaço, assim como o samba e o piseiro.

  • Diversidade: "Amém! Axé! Shalom! Namastê! O povo cristão também tem direito a celebrar", escreveu o prefeito, tentando suavizar a polarização.

  • Relatório de Estilos: Paes chegou a publicar um gráfico demonstrando que o samba e a MPB dominam a maioria dos 13 palcos da cidade, e que o palco gospel é apenas uma fração do evento.


Programação do Palco Gospel (Leme)

Apesar da investigação, a programação está mantida para o dia 31, a partir das 19h:

  1. Atrações: DJ Marcelo Araújo, Midian Lima, Samuel Messias, Thalles Roberto e Grupo Marcados.

  2. Localização: Estrutura montada na altura do Leme, tradicionalmente voltada para um público mais familiar e religioso.

Repercussão Política

O caso também ganhou contornos eleitorais. Críticos do prefeito sugerem que a manutenção do palco é um aceno ao eleitorado evangélico visando as eleições estaduais de 2026. Já aliados de Paes defendem que o evento reflete a realidade demográfica da cidade, onde o segmento gospel cresceu exponencialmente.

"A diversidade não pode ser apenas um discurso de redes sociais, ela exige prática concreta de reconhecimento e igualdade no uso do espaço público", afirmou o professor Ivanir dos Santos em nota.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias
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