A 98ª cerimônia do Oscar, realizada em 15 de março de 2026, dedicou um momento especial de seu segmento "In Memoriam" para homenagear personalidades do cinema que faleceram no último ano. Entre os nomes recordados, destacou-se a lendária atriz francesa Brigitte Bardot, que faleceu em 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos. Sua inclusão no tributo póstumo contraria especulações iniciais sobre uma possível omissão.
Bardot, conhecida pelas iniciais "BB", foi um dos maiores símbolos sexuais das décadas de 1950 e 1960. Ela revolucionou a imagem feminina na tela grande com papéis que desafiavam os tabus da época, tornando-se um ícone da liberdade e sensualidade. Filmes como "E Deus Criou a Mulher" (1956) a catapultaram para o estrelato internacional.
Após se aposentar da atuação em 1973, com 47 filmes e mais de 60 músicas em seu currículo, Brigitte Bardot dedicou-se intensamente ao ativismo pelos direitos dos animais, criando a Fundação Brigitte Bardot em 1986. Essa fase de sua vida, no entanto, também foi marcada por controvérsias e declarações polêmicas.
A atriz foi criticada e multada em diversas ocasiões por comentários considerados racistas e xenofóbicos, especialmente em relação a imigrantes muçulmanos na França. Além disso, suas opiniões sobre o feminismo e o movimento #MeToo também geraram descontentamento, divergindo da imagem de libertação que a consagrou.
Apesar da vida pública multifacetada e de um legado complexo, o Oscar reconheceu a inegável contribuição de Brigitte Bardot para a história do cinema mundial, garantindo seu lugar entre as estrelas que deixaram sua marca.

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