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Júlia Almeida fala pela primeira vez sobre morte do pai, Manoel Carlos: 'Preferi a verdade'
Filha de Manoel Carlos, Júlia Almeida usou as redes sociais nesta quarta-feira, 11, para falar pela primeira vez publicamente sobre a morte do pai, o autor de novelas Manoel Carlos, que faleceu há exatamente um mês. A atriz compartilhou um longo desabafo, acompanhado de fotos da infância em família, e refletiu sobre o processo de luto. No texto, destacou a força da mãe, Betty Almeida, que também já morreu, a conexão com a ancestralidade e a crença de que o autor está sendo acolhido com amor no plano espiritual. Autor de novelas marcantes como "Mulheres Apaixonadas", "Laços de Família" e "Por Amor", Manoel Carlos morreu no dia 10 de janeiro, aos 92 anos, em decorrência de complicações da doença de Parkinson. "Depois de 30 dias de silêncio e recolhimento, escolho falar com serenidade. Tenho certeza de que meu pai está sendo recebido por esse mesmo amor verdadeiro que sempre cultivou aqui, e isso me dá força. Pensei em escrever algo mais sentimental. Preferi a verdade. Tenho a convicção de que ele atravessa novos caminhos, sendo muito bem cuidado — como foi por quem realmente esteve presente. Escrever um post é fácil. O cuidado cotidiano transcende. Axé", escreveu. Galerias Relacionadas Júlia Almeida faz homenagem ao pai, Manoel Carlos, uma mês após a morte do autor Reprodução/Instagram Leia abaixo, na íntegra: "Ontem completou um mês da partida do meu pai. Talvez seja estranho admitir, mas a morte é o único destino certo — ainda que sejamos ensinados a acreditar apenas na permanência da vida. Entre tantas mensagens que recebo e agradeço, penso muito na minha mãe, Bety, que compartilhou 47 anos ao lado dele. Muitos imaginavam que ela iria desmoronar — eu mesma temi — mas o que vi foi o contrário: uma força silenciosa que nos aproximou ainda mais. A morte aproxima e também afasta, revelando a frequência e a verdade de cada encontro". "Durante esses dias sonhei e pensei muito no meu avô materno — guardei isso comigo. Foi nesse tempo que minha mãe disse que gosta de imaginar meu pai sendo recebido por seu pai, meu avô Pedro. Minha mãe, boliviana criada no Acre, e meu avô nordestino — entre tantas coisas, um autêntico filho de Xangô — sempre trouxeram para minha história uma espiritualidade firme, um contraponto humano e verdadeiro a um universo muitas vezes intenso demais". "Quando meu avô chegava era como um trovão: presença viva, gargalhada fácil, cura nas ervas, nos chás, nas rezas e nos banhos — pé no chão. Ancestralidade em movimento. Na infância fui profundamente ligada a ele — e ele a mim — e seguimos conectados de outras formas que o tempo ensina". "Depois de 30 dias de silêncio e recolhimento, escolho falar com serenidade. Tenho certeza de que meu pai está sendo recebido por esse mesmo amor verdadeiro que sempre cultivou aqui, e isso me dá força. Pensei em escrever algo mais sentimental. Preferi a verdade. Tenho a convicção de que ele atravessa novos caminhos, sendo muito bem cuidado — como foi por quem realmente esteve presente. Escrever um post é fácil. O cuidado cotidiano transcende. Axé". Júlia Almeida com o pai, Manoel Carlos, e a mãe Reprodução/Instagram Initial plugin text
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