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As ações focaram não apenas na destruição física de equipamentos, mas na asfixia financeira dos grupos criminosos. O balanço revela que:
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Estruturas Destruídas: 375 unidades, incluindo dragas de grande porte, balsas e poços subterrâneos.
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Prejuízo Estimado: Mais de R$ 1,4 bilhão, considerando o valor dos maquinários, o ouro extraído ilegalmente e os danos socioambientais causados.
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Bloqueio de Ativos: Mais de R$ 74 milhões em bens e contas bancárias foram bloqueados pela Justiça para atingir a camada de financiadores e lavagem de dinheiro.
Abrangência das Operações
As incursões ocorreram em pontos críticos da floresta, incluindo:
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Rios federais (com destaque para as calhas dos rios Madeira, Japurá e Negro).
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Unidades de Conservação e Terras Indígenas (onde áreas de povos isolados estavam sendo invadidas).
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Minas Subterrâneas: Operações como a "Mineração Obscura" utilizaram explosivos para inutilizar poços de extração de até 40 metros de profundidade.
Exploração Humana e Resgates
A operação expôs que o garimpo ilegal vai além do crime ambiental. Agentes resgataram dezenas de trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. Esses indivíduos viviam em jornadas exaustivas, sem segurança, expostos a mercúrio e cianeto, e muitas vezes em regime de servidão por dívida com os gerentes dos garimpos.
Próximos Passos
O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal indicam que a estratégia para 2026 será a presença contínua do Estado nessas áreas, substituindo operações pontuais por bases fixas de fiscalização. O objetivo é evitar que os garimpeiros retornem às áreas limpas assim que as equipes de fiscalização deixam o local.

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