O sábado de carnaval ganhou um tom de conscientização e alegria nas ruas da Urca. O bloco "Tá Pirando, Pirado, Pirou!" realizou seu desfile oficial no Rio de Janeiro, trazendo para o asfalto um enredo focado na luta antimanicomial. Conhecido por sua composição diversa — que inclui profissionais, familiares e usuários da rede de atenção psicossocial —, o bloco transformou a folia em um ato político e artístico pela liberdade.
O Enredo: Por uma Sociedade Sem Manicômios
O tema de 2026 reforça a importância do cuidado em liberdade e o respeito à dignidade humana. Com fantasias lúdicas e marchinhas que tratam da saúde mental de forma poética e sem estigmas, o "Pirando" provou que o Carnaval é um dos espaços mais potentes para a inclusão social.
Cenário Privilegiado e Público Diverso
O desfile, que acontece na tranquilidade das ruas da Urca e termina com o visual da Baía de Guanabara, atraiu um público que foge do agito extremo dos megablocos do Centro. Famílias, idosos e jovens se misturaram ao cortejo, celebrando a "loucura" saudável de quem acredita que a arte é a melhor forma de terapia.
Tradição e Resistência
Fundado por profissionais do Instituto Municipal Philippe Pinel, o bloco já é uma instituição do carnaval carioca. Em 2026, a agremiação reafirma sua posição como um movimento de resistência cultural, mostrando que a folia pode (e deve) ser um instrumento de transformação social e acolhimento.

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