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Terça-feira, 08 de Setembro 2026
Rio de Janeiro

Candidato cego recebe prova errada pela 2ª vez no Enem; Polícia Civil investiga o caso

Estudante relata que material de acessibilidade não correspondia à sua necessidade durante reaplicação; Inep e Polícia Civil apuram falha e possível crime de negligência.

Candidato cego recebe prova errada pela 2ª vez no Enem; Polícia Civil investiga o caso
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O que deveria ser a oportunidade de lutar por uma vaga no ensino superior tornou-se um pesadelo para um estudante cego no Rio de Janeiro. O candidato denunciou que, neste sábado (20), durante a reaplicação do Enem, recebeu novamente o material de prova incorreto. O caso, que envolve falta de acessibilidade e falha logística, agora está sob investigação da Polícia Civil.

O estudante já havia solicitado a reaplicação justamente por problemas de acessibilidade na primeira data do exame. No entanto, ao chegar à sala de aula hoje, percebeu que o material fornecido (como a prova em braile ou o auxílio de ledor/transcritor) apresentava erros que inviabilizavam a realização dos testes.

"Um descaso total", desabafa o candidato

Segundo o relato feito à polícia e aos fiscais de sala, a prova entregue não seguia as especificações solicitadas e confirmadas no cartão de inscrição. O candidato afirma que a reincidência do erro configura uma barreira intransponível ao seu direito à educação.

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"É humilhante. Você se prepara o ano todo, supera todas as barreiras da deficiência e, na hora da prova, o sistema falha com você duas vezes seguidas. Parece que o meu esforço não vale nada para eles", declarou o jovem em frente à delegacia onde registrou a ocorrência.

Investigação e Posicionamento

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do ocorrido e verificar se houve crime de prevaricação ou violação dos direitos da pessoa com deficiência.

  • O Inep: O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, responsável pelo Enem, informou que está apurando o caso junto à empresa aplicadora do exame e que "preza pela isonomia e acessibilidade de todos os participantes".

  • Direitos: Especialistas em direito educacional afirmam que o estudante pode acionar a Justiça para garantir uma nova oportunidade ou reparação por danos morais devido à falha reincidente do Estado.

O episódio levanta um debate urgente sobre a eficácia dos protocolos de acessibilidade em exames de larga escala no Brasil e as garantias reais oferecidas aos candidatos com deficiência.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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